segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Logo eu que andava tão cabreira
pés no chão e guarda alta
pronta pra me esquivar
me joguei da ribanceira

direto dentro do teu mar
E no verde dos teus olhos
a maré já vinha alta
e eu nem pude respirar

sinto falta do teu riso
e tudo mais que eu nem sabia me faltar
Volta logo pros meus braços,
não deixa meu coração naufragar.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O amor não quer mais dormir
ele despertou em meu peito
e não quer mais descansar

Ele não sabe mais fingir
se encantou com seu jeito
e não vai mais se calar

Ele não quer entender
que você foi embora
sem saber se vai voltar

Insiste em me dizer
que seu coração também chora
de vontade de me amar
 

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

só no plagio

já que ninguem me processou
vou plagiar o Drummond:

E agora, José?
agora que a vida bateu na porta,
a mulher foi embora
e a bebedeira passou?

O que é que sobra, José?
 sobra e transborda a tristeza
deitando e rolando na mesa
tomando conta da cama aonde a gente se amou

Mas e ela, José?
ela não mais importa,
saiu pela porta afora
e nunca mais ligou

Tristeza é a dona da casa
serve café, alomoço e sobremesa,
dorme e ronca, que é uma beleza,
mas meu nome agora, é Mané!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

culpa sua!

Sem você, me restava a tequila
e agora, nem isso.
Já não consigo dormir,
nem quero mais balada.
Não quero mais cantar rock
e cansei do meu moicano.
Estou doente de amor,
com câncer de saudade!

Podem beber o defunto,
que eu morri pras noitadas.

Se alguém quiser, me processe,
mas vou plagiar o epitáfio.

Não deixo herdeiro pras contas,
nem herança que valha.

Só um coração partido, e na lápide:
Aqui jaz a Japa, ex-Putanheira.

Aqui jaz a Japa, uma ex-putanheira... srsrrs

E eu que andava à esmo pelas ruas
Levando a vida aos modos de Bocage
Na noite pelos bares à deriva

Entregue, rendida à solidão
Lenço de papel ao vento
Náufrago sem embarcação


Encontrei em ti a minha cura
Lema, razão pra acreditar
Na vida que tinha desistido de sonhar

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011


Que eu faço dos meus dias sem você?
O que eu faço ?
Eu faço?

Eu faço pose, faço graça,
Me finjo de palhaça...
Eu finjo

Faço de conta, invento
e minto que sou feliz sem você.
eu minto ...

tanto minto que acredito
que posso esconder o que sinto,
e sinto ...

primeiro poema gay que eu fiz srsrsr

As palavras mais belas,
Os versos mais perfeitos
Só existem pra te pertencer

Oh dona da Lua,
Lua que ama
somente Luana,
que ama e encanta.


Mistura e confunde 
a Lua e ela
Perturbando o leito
do tolo que se entrega

E seguem noite e dia
Luana e a Lua
a caminhar nas ruas
e caminhos do meu peito

que resiste e luta
sem entender direito
essa vontade de ser tua

Quando a dor calou meu coração
O silêncio invadiu minha alma
Gota a gota sangrou o meu peito
Que então descobriu que te amava

Quando a chuva parou no meu peito
O céu se mostrou estrelado
O dia nasceu novamente
E o vento soprou bem suave

Depois que a tempestade passou
Ficou no meu olhar o semblante
Que só se vê nos olhos de quem amou

Amou demais e não foi o bastante
Pecou então, por amar demais
E quanto mais amou, mais quis amar-te

Eu sei entender teu silencio,
Posso ler as entrelinhas.
As palavras que se perdem
gritam através dos teus olhos

Eu conheço esta angústia
de calar a vontade e suprimir um desejo,
cultivar sorrisos com lágrimas
e esperanças com dores.

Eu partilho os teus sonhos
e o vazio do teu leito.
Divido teu medo
de se abrir por inteiro,

se perder por completo,
ou se encontrar finalmente
nos sentimentos inexpressíveis
e nos amores impossíveis.
Fui seguindo os teus passos sem notar
Só pra poder respirar do teu ar
Me perdi de jeito, sem meios pra voltar
Me perdi inteira e sem querer voltar

E agora quanta falta, quanta saudade
Saudade de mim, do eu que era só meu.
Do eu que não te perdia
Do eu que não te sentia

Ai que saudade de mim
De quando não te pertencia
De quando já não vivia
À espera do teu sim

O amor me deixou de cama
Doente, febril, em chamas
Delirando, chamando teu nome

O amor me quebrou as pernas,
Fazendo juras eternas
Caí de joelhos, sussurrando teu nome

O amor me feriu de jeito,
Estraçalhou meu peito.
Gritou e profanou teu nome

E eu, criança com fome,
Chorei e disse: Amor, não some!
E acabei só, a repetir teu nome...

Que bom que você me esperou  Depois de tanto eu me perder  Me iludir e me enganar  Por outros amores, outros olhares  Que bom que mesmo sem ...