Não quero mais brincar de esconder
Não posso mais negar este querer,
que veio sorrateiro pelos cantos
e foi cobrindo tudo como um manto.
A parte que em mim, eu já não via,
que há tempos desistiu da poesia
e fez meio de vida, a boemia.
Adeus digo ao bar e à bebida
a troca, na promessa de outra vida
que possa ser contigo repartida.