quarta-feira, 30 de abril de 2014

hopes

Eu ainda rogo aos céus e espero
por um mundo um pouco melhor
mas há muito aceitei meu papel
que nele há de ser bem menor

Demônios e fantasmas são um fato!
Também aqui dentro de nós
a culpa, a raiva e o medo
lhes dão o poder e força

Tenho tentado parar de invocá-los,
Mas o ego e a mente insistem
teimam querer me pegar!

Pra me livrar da culpa
começo a aprender a aceitar,
deixar de julgar, de cobrar,
esperar mais de mim e dos outros

O medo e a raiva vão juntos
Na fé em um Deus que é justo
e aos poucos aprendo a amar

yes

Depois de dizer sim pra mim
foi fácil dizer não a tudo
tudo o que não me faz feliz
nos outros ou em mim

Fácil talvez seja exagero
mudar, controlar o desejo
mudar, dizer sim ao que é feio
mudar, ser igual ao terceiro...

desapontar a todos, qualquer um
sem culpa, sem derrota
aceitar minha falta de traquejo
Sim às falhas e aos medos!

Não corta o mal pela raiz,
mas dá uma boa poda
na erva daninha dos defeitos.

sábado, 26 de abril de 2014

confesso



Confesso que ainda durmo de janela aberta
Mas talvez, apenas talvez
A essa altura o Peter Pan perdeu a vez

Eu meio que finalmente cresci
Não brigo mesmo que tenha razão
Nem ligo de pedir perdão

E eu que nunca voltava atrás
Me perdi de tanto ir e voltar!
O bom é que estou em paz
Até com as minhas criancices

E já que vim pra me confessar,
Não tenho mais medo do seu olhar!
Nem de tirar ninguém pra dançar!
Dá é medo do que eu vou aprontar...

além



E quem é que é cruzou o final?
Seja de um amor,
Seja da vida, ou do que for,
Pra ter certeza que acaba?

Já vi gente morrer
Já perdi muito queridos
Deixei amigos e amores
Mas sempre os levei comigo
no meu coração partido

Do piano que larguei aos oito
às escalas que nunca esqueci
Das estrelas que vemos à noite
e que há muito não estão lá,

Existe algo de fato,
gente, coisa ou sentimento
que possa real e por completo
simplesmente deixar de existir?

sexta-feira, 25 de abril de 2014

é como no filme uma vida iluminada



Hoje eu sei, eu aprendi
Que amor não se mede
ou se compara.
Não se testa ou põe à prova
e muito menos se controla.

Agora sim eu entendi
que dizendo que não amava
igualmente menti e enganei
E tive raiva dos enganos
Disse coisas que me arrependi
Há muitos tipos de amores
Até os que não se vê sentir.


Um dia o amor vai querer voltar
Vai bater em minha porta
e pedir pra entrar
Eu finalmente hei de deixar!

Ele jamais me magoou,
Nem sequer realmente um dia me deixou
Toda dor foi só por não saber
Que nada nem ninguém podemos ter,
que deve-se agradecer mesmo ao sofrer
e que tudo é eterno
nas mãos de quem não quer ter


Desapegar não é deixar de amar
Como distância e tempo são tampouco esquecer
Humano, amor nenhum é perfeito
E os meus teimam em lembrar demais
Quando não dói, é um lindo defeito!

Que bom que você me esperou  Depois de tanto eu me perder  Me iludir e me enganar  Por outros amores, outros olhares  Que bom que mesmo sem ...