e eu, um cão de rua,
sem raça, sem graça
vagando perdido
sozinho, uivando pra Lua.
olhos, ouvidos, focinho
alertas e atentos buscando
uma luz, um sinal do teu rastro
comecei a acreditar numa cura.
cobrir as antigas feridas,
agarrar as neuroses pelas crinas
e encontrar meu lugar na matilha.
me perder é poder te encontrar.
abraçando o que levo na alma,
vou deixar de temer teu olhar.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
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