O amor inundou o meu peito,
foi demais, transbordou e vazou.
me escorreu pelas mãos
entre meus dedos
foi murchando, secou
se acabou
Há de vir numa nuvem qualquer
alguém que o devolva pra mim.
Se outro lírio brotar no sertão,
na aridez que minha alma se fez
rogo aos céus, ao menos uma vez
que lhe reguem e não deixem morrer
pois nos dias nublados assim
me dá medo o que há de surgir
depois que a chuva passar,
outro amor que se perca de mim.
Nenhum comentário:
Postar um comentário