sábado, 14 de julho de 2012

quem diz que japonês num samba? Salve Adoniran e Paulinho da Viola!

Silêncio, é madrugada.
No morro da casa verde
A raça dorme em paz



Silêncio, não diz mais nada.
Não há como fazer
o tempo voltar atrás.

Cá embaixo, na minha pobre maloca
ecoa em cada canto esse samba
que não pára mais:

'Perdi mais uma vez,
agora quero prosseguir em paz.
Fazer o que eu fiz, nem adianta contar.

Tudo de bom pra você eu desejo porque
sei perder e ganhar, mas eu perdi...

Felicidade nunca foi mesmo pra mim
Vou abraçar a tristeza,
com toda certeza essa gosta de mim!'

Vou me sentar no cajón
pra acompanhar o tambor e o agogô
Silêncio, deixa eu cantar minha dor
que o samba nesse meu peito enfezou.

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