sábado, 12 de janeiro de 2013

e quem vai chorar por esse amor?
quem vai lembrar dessa dor?
sem lágrimas pra secar
nem feridas pra estancar

partiu como a última chuva de verão
rugiu seus trovões ao longe
bramiu como a fera que era

mas foi como se fosse encanto
deixando aquele cheiro suave
de coisa selvagem molhada

e eu que ao longo de todo percurso
permaneci estática, atônita e perplexa,
como sempre a tola, apaixonada,
nem vi, quando cessou a chuva

agora que o arco-íris chegou
cobrindo tudo de cores
nem lembro o tom dos trovões
e abro de novo meu peito 
pra próxima intempérie da estação.

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