segunda-feira, 5 de maio de 2014

carpe diem

Não se engane e nem se deixe enganar
Perdoar não é esquecer
Nem ambos enterrar!

Tudo que tentei enterrar
Era o que não pude esquecer
pessoas e fatos que não soube perdoar.
Segredos, vontades, palavras
que voltavam pra me assombrar

No geral, meu passado,
tanto o bom quanto o ruim
remoendo e remoendo
meu presente por anos afim.

É que eu não percebia que jamais poderia
Simplesmente enterrá-lo
Uma pá de cal não resolve
Aquilo que a alma esconde
Ou o que o coração carrega.

Tentei então, e em vão o futuro.
Abandonei meu passado assombrado
e meu presente doído ou dormente.
Só que mais uma vez eu fugia.

Não durou muito, admito
nunca tive vocação pra bandida,
criminosa ou fugitiva!

Lá no fundo do poço do cárcere
Vi meu presente perdido
Precisei voltar atrás
Dar as mãos aos fantasmas,
Fazer as pazes com a dor
Abraçar cada um dos meus demônios.

Agora nem sei se estou livre
As amarras sempre vão mudando,
Mas sei que se solta,
Não corro mais, nem me escondo do mundo!

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