Quantas besteiras ditas, quantas tolices vividas
Poemas e cartas que nunca escrevi, sonhos juvenis
Amores só meus, paixões para sempre escondidas
Logo eu que já quis ser Torre,
Árvore, carvalho ou pinheiro.
Sem jamais ter que me curvar ao vento
como nos ensina o capim...
Hoje queria ser flor; uma qualquer que fosse,
que pelo seu Ser, já sem nenhum intento,
carrega consigo a força que jamais tive em mim
Pois floresce o Amor sempre ao seu próprio tempo,
Nunca se prende ou teme as intempéries da vida,
Nunca apressa ou retarda o seu relógio interno,
e se oferece inteira sem esperar qualquer retorno.
(Agnes Yasuda)
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