quinta-feira, 13 de agosto de 2020

 

Quantas besteiras ditas, quantas tolices vividas

Poemas e cartas que nunca escrevi, sonhos juvenis

Amores só meus, paixões para sempre escondidas

 

Logo eu que já quis ser Torre,

Árvore, carvalho ou pinheiro.

Sem jamais ter que me curvar ao vento

como nos ensina o capim...

 

Hoje queria ser flor; uma qualquer que fosse,

que pelo seu Ser, já sem nenhum intento,

carrega consigo a força que jamais tive em mim

 

Pois floresce o Amor sempre ao seu próprio tempo,

Nunca se prende ou teme as intempéries da vida,

Nunca apressa ou retarda o seu relógio interno,

e se oferece inteira sem esperar qualquer retorno.

                                           (Agnes Yasuda)


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